BRUXA JADE FÊNIX

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A BRUXARIA É MUITO COMPLEXA.
Cheia de encantos, segredos e diferenciais.
Muito de nossa natureza humana se descobre dentro da Bruxaria...


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Uma bruxa de muito conhecimento, onde firmo meu respeito a todos os mestres da MAGIA. Os segredos das BRUXAS estão dentro delas mesmas, e os registros dessa sabedoria estão nos Grimórios e Pergaminhos... Mas entre...Vasculhe...Se gostar volte sempre! BRUXA JADE FÊNIX .


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

PENSANDO (FILOSOFANDO) COM A BRUXA - Por Bruxa Jade Fênix



PENSANDO (FILOSOFANDO) COM A BRUXA
Por Bruxa Jade Fênix


Aqui alguns pensamentos para testarmos nossa filosofia interna de vida...
Respire, leia, releia, pense, questione e entenda!
(Texto retirados de busca na internet)



..."E são estes mistérios que convem abordar. Com respeito, com audácia e inocência, tentando recorrer à intuição sagrada, essa “ignorância” à qual nós não sabemos fazer suficientemente confiança.”


..."Digo "saborear o sabor da alma do outro" porque a alma, se é como um sopro luminoso no ser, tem um pós-gosto de sal cujos efeitos primeiros são a vida.
Este pós-gosto de sal da alma traz em si o calor um tanto cozinhado dos Deuses bons, um quente salgado que se repercute no sangue e a sua arborescência num líquido de vida, nas veias e nas artérias.
E o coração, esta rosa de pétalas de palpitações, tem o poder de transformar o salgado, por meio de uma alquimia de amor que lhe é muito própria, numa espécie de açucar de que nunca se apreciará suficientemente o sabor inefável, este sabor que se conhece pelo nome de bondade.
A BONDADE É O AÇÚCAR DO CORAÇÃO cuja ternura é uma das manifestações mais doces; não se trata de um açúcar insípido, mas de um açúcar rico e poderoso feito de luz polarizada dos sentimentos mais puros. Miseráveis são aqueles que, tendo pervertido o seu gosto, alteram ou desnaturam o sabor deste açúcar de coração ao ponto de torná-lo ineficaz e estéril.
Ah, enterneçamo-nos com todos estes frutos e todas estas flores que os nossos pomares e jardins interiores são capazes de produzir! E possamos nós fazer da nossa vida um festim de sabores que o Amor, a Ternura, a Bondade darão o melhor que têm."

Pequeno Tratado de Ternura, de Mercier




(...) “Mais do que nunca, a Virgem Maria ia tomar o lugar de todas as deusas da antiguidade, suavizando os seus traços, abandonando a sexualidade, mas permanecendo sempre aquela que dá a vida e o alimento.” (...)
Substituindo assim, “uma divindade feminina cuja função materna se desdobrava necessariamente numa função erótica. Sabemos muito bem que essa função erótica iria ser escondida desde o início de um cristianismo inteiramente orientado para uma masculinidade triunfante e uma castidade exemplar, resultante a maior parte do tempo de um terror instintivo relativamente aos mistérios da mulher.”(...)

(...)” E nunca mais devemos esquecer que o nome de Alá substitui o de uma antiga deusa da Arábia pré-islamita, deusa solar cujo simulacro era a célebre pedra Negra de Caaba, em Meca, um meteorito, portanto um Dom do céu caido sobre a terra, e que simbilozava maravilhosamente, de maneira inteiramente abstracta, a grandeza e o poder da dinvindade.”

In A Grande Deusa de Jean Markale.


Evocação a Ishtar (excerto)(no feminino)

Eu te evoco, imóvil e exausta, sofredora e tua escrava;
Guarda-me senhora, acolhe a minha prece,
Escuta-me ó benigna, ouve a minha súplica.
Piedade! reclama por mim, o teu ânimo está desenfreado.
Piedade! para o meu corpo todo em gemidos,
desmaiando .
Piedade! Pelo meu coração enfermo, cheio de lágrimas
Suspirando.
Piedade! Pelos meus pressentimentos confusos
que me atormentam.
Piedade! Por minha casa apreensiva que geme em pranto
Piedade! Por meu ânimo conturbado entre lágrimas
Contínuas...
Ishtar, (...) teus olhos benignos, pousem sobre mim,
Com teu rosto sorridente, olha-me com bondade.
Afasta os males perversos do meu corpo e
Deixa que eu veja a tua clara Luz.

A Grande Deusa

(...) mas a antiga detentora da soberania sobre o universo, a causa primeira de toda a existência, e isto muito antes da manifestação do Verbo que, segundo o Evangelho gnóstico de João, era no princípio (e não no começo) do mundo das relatividades concretas. A arte da Idade Média é o reflexo de um pensamento e esse pensamento, apesar do peso do dogmatismo romano, está longe de ser unívoco. Mesmo que ela não cesse de ser consoladora, e mesmo lenitiva, a virgem mediaval transmite mais do que uma mensagem, que remonta à aurora dos tempos e que se manifesta por vezes através de especulações ditas heréticas ou mesmo por meio das aberrações fantasmáticas, a saber: o conceito de uma criação permanente que não pode ser senão de natureza feninina. Se Maria foi realmente a geradora do divino enquanto “mãe portadora”, ela apenas podia ser a incarnação de um conceito preexistente que se tornou incompreensível, incomunicável e indizível, que aparece através dos diferentes mitos referentes à criação do mundo.
(...) É o que emana da própria tradição cristã, no que ela vai aurir ao Antigo Testamento. “ Eu fui criada desde o início e antes dos séculos”, segundo o Eclesiastes.
In A GRANDE DEUSA de Jean Markale



“ Eu transferi o meu pensamento para a eterna Isis, a mãe e a esposa sagrada; todas as minhas aspirações, todas as minhas orações se confundem nesse nome mágico; eu sentia-me reviver nela, e, por vezes, ela aparecia-me sob a figura de Venus antiga, por vezes, também, nos traços da Virgem dos cristãos. (...) Parecia-me que a deusa me aparecia, dizendo-me: Eu sou a mesma Maria, a mesma que tua mãe, a mesma também que sob todas as formas tu sempre amaste. Em cada uma das tuas provações, eu deixei uma das máscaras com que cubro os meus traços, e dentro em breve verás como eu sou” . in Aurélia de Gèrard de Nerval



(...) "A mulher divina no gnosticismo é essencialmente, Sofia, entidade de múltiplos aspectos e nomes. Identificada por vezes ao próprio Espírito Santo, é também, segundo os seus diversos atributos, a Mãe universal, a Mãe do Vivos ou Mãe resplandecente, o Poder do Alto, "A da Mão Esquerda" (em oposição ao Cristo, considerado seu esposo e "O da Mão Direita"), a Luxuriosa, a Matriz, a Virgem, a Esposa do Macho, a Reveladora dos Mistérios, a Santa Pomba do Espírito, a Mãe Celeste, a Extraviada, Helena (isto é Selenia, a Lua); foi concebida como a Psique do mundo e o aspecto feminino do LogosNa "Grande Revelação" de Simão o gnóstico,o tema da díade e do andrógino é dado em termos que merecem ser referidos aqui:" Este é o que foi, que é o que será, o poder macho-fêmea assim como o poder preexistente ilimitado que não tem começo nem fim, porque existe na Unidade. Foi através deste poder ilimitado que o pensamento, escondido na Unidade, agiu primeiro, tornando-se dois... Sucedeu assim que aquilo que através dele se manifestou, embora um, é de facto dois, macho e fêmea, contendo a fêmea em si próprio". in " A Metafísica do Sexo"de Julius Evola



...PENSAMENTOS DISPERSOS

É esta indefinição social e sexual que faz de mim um ser híbrido ou anacrónico. Não me integro em nenhuma estrutura vigente, nem falo a língua dos homens, nem talvez a das mulheres. Parto da primeira palavra, a inicial e que me deu origem, ao encontro de ressonâncias várias em que a sonoridade é instinto E CORAÇÃO e muitas vezes não sei o que digo do ponto de vista intelectual, pois o conceito sucede a essência que é Kora. Eu sou eu e nada mais. Sou o que sou face ao universo que me criou e não á sociedade que me quis moldar. Sou um nómada do cosmos, nascida humana, crucificada mulher.




Esta não é uma caixinha mágica que quando se abre tudo aparece no ecram. Por momentos parece que tenho essa expectativa. Como se uma forma algo abrecadraba se produzisse ao abrir da tampa, ao acender das luzes ou uma varinha mágica, trouxesse as palavras atrás dela como estrelas a cintilar... Escrever devia ser algo mágico...devia haver um gesto, um sentimento, um olhar que rompesse a barreira do inconsciente e se tivesse acesso a um lugar dentro de nós admirável.
Acreditei em tempos que assim era dentro de nós. Esperei anos por uma iluminação ou “aparição”, uma voz do outro lado, uma indicação de como seguir em frente e penetrar os mistérios... uma INICIAÇÃO, uma “Deusa", um acordar espiritual, uma nova fé inabalável, outra dimensão!
Uma forma de comunicar ou sentir que nos ligasse a todos por um fio invisível...
Antenas ou sentidos que se abrissem para o cosmos...



O EU NÃO VÊ MAIS DO QUE A PONTA DO SEU NARIZ ...
É POR ISSO QUE SE EMPERTIGA TANTO AOS OLHOS DOS OUTROS!




Da dualidade do ser ao bem e o mal, começam todas as separações, divisões e lutas. Só agora começamos a admitir que a inteligência tem duas vertentes complementares a que correspondem os dois hemisférios interligados! Este é o grande avanço da ciência porque nos aproxima do que sempre foi apanágio da verdadeira Sabedoria e o que ela essencialmente representava para os egípcios e até a Génese é um anunciado dos Mistérios de forma simbólica, para divulgação do Conhecimento Ontológico, pressupondo uma iniciação ou uma experiência real, não só subjectiva, mas interior e comum a todos os indivíduos desde que a isso se predisponham... Tudo começou, para nós, no Adão e Eva que são meros símbolos que representam princípios ou arquétipos, e que o vulgo tomou à letra...e ainda hoje a grande maioria dos católicos pensa assim: que o mundo começou com um casal feito do barro e a Eva tirada de uma costela...ou pior ainda que a Eva pecou. E o que isso não pesa ainda sobre a mulher! Tínhamos de usar véu como sinal de impureza ou não merecimento diante de Deus Pai e os pais vendiam-nos como vacas e matavam e matam ainda a mulher infiel à pedrada, já lá vão mais de dois mil anos. E o que é que mudou para a mulher? Pouco ou nada, embora aparentemente tudo tenha mudado. Mas tem a mulher consciência de si mesma como indivíduo, independentemente da sua função como mãe e esposa ou apenas acrescentou à sua vida uma profissão que ainda a aliena mais de si própria dando-lhe a ilusão de que é independente quando apenas aumenta a sua carga laboral com tudo o resto às costas? Serão a mulher e o homem iguais ou diferentes ou não sendo mais nem menos quer dizer que somos iguais e temos os mesmos direitos? É isso real? Ambos precisamos uns dos outros, mas cada um diferente e individual, numa interacção e não na dependência como acontece nas relações. O que quero salientar aqui é que o homem sempre foi um indivíduo e a mulher não. É, por assim dizer, aglutinada ao homem, dependente em todos os aspectos e sobretudo emocionalmente. E nos países africanos ou árabes? É não só aglutinada mas escrava e proibida de expressão, amputada sexualmente, fechada em casa. A mulher europeia pode agora ter amantes mas continua prisioneira emocionalmente como se não tivesse existência própria e fosse o homem a sua coluna vertebral, como se não tivesse verticalidade. Dizem que sou exagerada? Não são assim as mulheres?
A mulher, para além de ser mãe, devia como mulher iniciar o homem tanto no amor como consequentemente revelar-lhe a sua ânima, porque a mulher é ontologicamente a mediadora entre o céu e a terra e da mesma maneira que dá à luz a criança também inicia no amor e o leva à realização do Si ou à sua totalidade. Isto de acordo com a linha matrilínia e o culto da Deusa! O que não é o caso em relação à Génese do catolicismo que tudo fez para fazer esquecer esse papel e a importância da mulher, reduzindo-a penas a “mãe”-esposa ou prostitut! Mas esta é uma história remota em consequência da qual aconteceu a sobrevalorização da sexualidade como reacção à sua interdição durante alguns séculos, a partir do dogma religioso e todos os conceitos de pecado. Se por um lado Freud “desmontou” muitos desses conceitos, também nos projectou por outro lado para a obsessão da sexualidade ao induzir a ideia de que todos os nossos traumas passavam pelo sexo e a sua repressão. Assim com o decorrer das décadas, foi-se de um extremo a outro. Não será tempo de equilibrarmos vivências e conceitos? Tirando C. Yung, todas as pesquisas posteriores relacionada com a psicanálise e a sexologia, poucas respostas trouxeram para a questão do ser na sua totalidade e de certo modo caiu-se numa sexualização do ser como se fosse a única dimensão humana. Foi, principalmente, na má literatura e no mau cinema, que se desencadeou uma espécie de revolução sexual-mental, na perspectiva única do homem, claro. Passamos do romantismo exacerbado, do lirismo, a um erotismo mais libertino que verdadeiramente erótico e dai à proliferação da pornografia da mais variada (intitulada de realismo?) à falta de toda a ética ou estética; da sacralização da mulher e da Musa, fez-se quase a apologia em defesa da mulher libertina e do Amor quase sagrado, passámos ao “o Amor é Fodido”. Empolou-se de tal forma a importância da sexualidade que o homem passou a ser “ Homo-Sexualis “ em vez de Homo-Sapiens... Deixou de se pensar no ser tridimensional (corpo-alma-espírito), para ser só mental e sexual.
De certo há grandes equívocos que só aumentam a nossa separação e solidão. Vivemos a grande confusão da linguagem porque sem alma nem ressonância vibratória; debatem-se conceitos contra preconceitos e a diferença entre as teorias e realidade é abissal: vivemos a alma das coisas, a alma do corpo, mas não a alma que une o espírito, porque o feminino tanto no homem como na mulher, é denegrido, ou invertido! Vivemos em suma a grande confusão de conceitos sem acesso ao divino, ou àquilo que nos transcende! Caímos no obscurantismo da razão por não termos acesso `a Luz que ilumina o Espírito que só é possível no Amor-União dos dois lados de cada ser de que o casamento humano é mero reflexo! O princípio Feminino e Masculino como pólos opostos de uma realização a consumar, dentro e fora de nós. É este o principio da Grande Obra, a Alquimia da vida . É esta dinâmica , no indivíduo e na relação que tem de ser integrada e os dois em um, dentro e fora , digo o interior e o exterior na mesma sublimidade. Não se trata de “sublimação”, no sentido da negação do sexo ou do prazer sexual, mas da elevação da mesma, vivendo a sensualidade ao nível do corpo, da alma e do espírito, porque não há prazer maior do que o sentir o ser na totalidade, e não pensar que o orgasmo nos leva a união só pelo sexo. Se assim fosse a “prostituição” ou a divisão da mulher em duas não faria sentido!
Temos de devolver à mulher a sua “sacralidade” e ao homem a dignidade . Para isso tem a mulher em primeiro lugar de tomar consciência do seu próprio valor intrínseco, despertar para a sua plena intuição e responsabilidade, tem de recuperar a VOZ do Útero... não deixar que a calem mais nem que lhe tirem o útero como coisa inútil depois de Ter tido os filhos; tem de deixar de ser a Atena saída da cabeça do Pai, o velho Zeus... A mulher tem de voltar a ser Senhora de si mesma e integrar as três mulheres que representa, assumir todas as facetas do seu ser profundo, unir a jovem a mãe e a velha, a deusa tríplice da antiguidade a mesma dos Mistérios Eleusianos, a Grande Deusa que foi venerada durante milénios na Grécia e não só e de que o culto Mariano é uma reminiscência. Nossa Senhora de Fátima ou Yémanjá... de Portugal a África, à Índia e ao Brasil, ao Egipto, o mesmo princípio, a mesma Fé ou consciência do princípio maternal ou Matriz de vida. Ou a importância da Manifestação...a importância da Mãe como geradora e alimentadora da vida! Para além do domínio patriarcal e o imperativo do falo, existe a mãe fonte de alimento e abrigo, energia centrípeta, primeiro registo tanto para a mulher como para o homem , mas para que o homem dominasse e vencesse o seu medo do abismo que para ele a mulher é, era preciso abandonar Ariana ou matar cobardemente a amazona como Aquiles, ou matar a Medeia como fez Perseu; era preciso desviar a mãe da filha, dividir a mulher, entre a santa e a prostituta, condenar Cassandra ao descrédito! Para que Apolo vencesse Cibele e o culto da Deusa-Mãe fosse substituído pelo de Deus-Pai. Mais tarde os cristãos, cuja misogenia vem de longe, dividiram a mulher entre a “mãe” venerada até ao altar e instituíram a prostituta, uma ideia degenerada da sacerdotisa do amor em vários cultos considerados pagãos e cuja divisão se mantém nos nossos dias de maneira diversificada ou subtil e da qual partem e derivam quase todos os romances e é essa separação que mantém ainda viva “a mais velha profissão do mundo”. Desse modo as mulheres sempre se odiaram e mantêm essa luta nas mais ínfimas circunstâncias de competição feminina. A mulher “séria” olha para a prostituta de soslaio... Assim como a própria filha se antagoniza com a mãe e vice-versa de forma “normalmente” inconsciente, e com algumas excepções à regra. Para além dos dois princípios sempre em luta para um equilíbrio que ainda não se estabeleceu, apesar das aparências tenderem a iludir-nos de que isso já aconteceu nos países ditos civilizados. E eu pergunto-me quais são esses países, se ate o nosso que é pequenino (e orgulhoso!), já tem tráfico de mulheres estrangeiras, mais pobres do que nós... Esta luta de princípios que o ser humano reflecte na luta dos sexos é o próprio princípio da manifestação da matéria. Dai que toda a manifestação seja sexualizada: luta de opostos ou contrários, atracção e repulsão...e de que nós ainda somos escravos. Se equacionarmos isto com alguma simplicidade e naturalidade os problemas inerentes aos sexos e as suas variantes deixarão de Ter uma carga tão dramática ou pejorativa, deixarão de ser cavalos de batalha ou estandartes de guerra, porque o que está em questão é sempre o ser humano e a sua totalidade e não a sua divisão. O problema do Amor não está no sexo nem em saber qual é o sexo dos anjos...reside isso sim na integridade do indivíduo no caminho da “individuação”. As ambivalências e ambiguidades sexuais, as preferências de cada pessoa, seja qual for o sexo ou género de cada um, é secundário... porque só inteiro o ser se pode equacionar e saber quem é ou do que gosta e de quem gosta um ser humano que se rejeita a si próprio ou desconhece a sua verdadeira identidade? Digo que antes de amarmos quem quer que seja temos de nos amar a nós mesmos . Tudo se processa ao nível das essências e não das aparências. Falo como é óbvio do nosso ser inteiro e não da personalidade ou da máscara que usamos. O único imperativo do novo século é sem sombra de dúvida nem “pecado” uma questão de tomada de Consciência do que é indubitavelmente um Ser Humano! Não há solução de problemas sem primeiro passar por esta questão vital ou essencial, que é o ser humano em si como SER HUMANO.

Rosa Leonor Pedro




" O andrógino não tenta submergir as diferenças, pois reconhece que as polaridades existem no tempo linear,
mas que são ilusórias quando o tempo é concebido como cíclico e eterno.
O andrógino aceita os paradoxos, e os vive, sabendo que, como criatura finita,
muitas vezes não poderá ver além das aparentes contradições que nos assediam a cada passo.
Portanto o andrógino pode viver o presente imediato sem perder o senso de eternidade.
O andrógino pode também ter como centro um determinado lugar e, no entanto,
saber que esse lugar é um mero grão de pó num planeta que rodopia no espaço" (...) June Singer "Androginia"



Senhora da minha alma,
que sou eu diante da imensidão do teu espírito,
neste insondável mistério que é o universo?

Grão de areia ou pó? Não! Sou muito mais ...
Eu sou tu e tu és eu, eternamente misturadas numa só.

Tu és o infinito na minha alma
que tanto chorou por ti e agora te canta...

Tu és a luxúria máxima dos sentidos
e a única esperança; Tu és a Mãe eterna
e a criança que traz ao mundo o verbo.

Yu és o Santo Nome da Criação
o segredo que dá vida ao cosmos.

Tu és a primeira forma e matéria,
inteligente matéria que cresce e o espírito modela.

tu és o ventre sagrado de onde eu vim,
tu és a primeira porta e a chave do meu coração.

Tu és a minha aura e a glória da minha história
A marca com que nasci.


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Com muita dedicação aos exercícios e sigilos na caminhada e nos estudos,

Bruxa Jade Fênix






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